Dicas de Passeios e Roteiros voltar
*Luis Carlos Negri
30/03/2011 - Piracicaba:
Caipiracicabano com muito orgulho.

Sinto orgulho em saber que faço parte de um povo que tem uma identidade própria, O Caipiracicabano, é esse povo. Cresceu comendo muito peixe, cantando cururu e vendo o Véu da Noiva. Não podemos esquecer o XV, Nho Quim para os íntimos.


Se você nunca fez nada disso, vá a Piracicaba. Cidade que nasceu para a agricultura, cresceu em função da cana de açúcar e assim é até hoje, o município é um dos maiores produtores de açúcar e álcool. Sem falar da cachaça, quem nunca ouviu falar da famosa Tatuzinho?
Teve o primeiro presidente civil de nosso país Prudente de Morais e outras figuras de vulto em nossa história. Tem uma das melhores escolas de agricultura a ESALQ - Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiróz, um Campus da Unicamp e outras tantas.


Faço esse roteiro turístico desde minha infância, ainda lembro fatos acontecidos bem antes de meus oitos anos, como o nascimento de meu irmão caçula, eu com sete anos, queria ver a criança que acompanhei crescer na barriga de minha mãe e ao mesmo tempo continuar minhas férias. Triste dilema de um turista.

Mas é assim que lembro Piracicaba, a mesma ponte ao lado do Mirante, o restaurante para almoços em família, bem ao lado da cachoeira, hoje desativado, e o jardim público com árvores frondosas com um sombreado agradável.


Na época eu e meus irmãos pescávamos na cachoeira com “camisa”, era só abrir os botões, esticar o pano e ver os pequenos peixes, que tentavam subir a cachoeira ficarem presos em nossas camisas. Acho que éramos precursores do pesque e solte. Sabíamos que era época de piracema (de outubro a maio) e os peixes tinham que subir a cachoeira para a desova.

A cidade cresceu, a população perdeu muito a característica rural, mas mantém a mesma simplicidade, é gostoso conversar com esse povo, “faz bem a alma”.
Passear por lá, não precisa de muitos motivos, só ficar ouvindo e olhando a queda d’água, na cachoeira é um motivo para ficar a tarde toda. Porém tem muito que fazer, além de ver o vôo das garças em busca de alimentos.

O Museu da Água, onde contém fatos e objetos relacionados a água, também tem um aquário com peixes que vivem na bacia do Piracicaba. Do outro lado podemos ver o Salto, o Mirante e o Engenho Central. Esse prédio, construído em 1881, era uma usina de cana ultramoderna, naquele tempo já usava mão de obra assalariada, estamos falando de uma época que a maior força de trabalho no país era escrava, a lei áurea foi assinada em 13 de maio de 1888, sete anos depois.

Hoje o imponente prédio abriga a população piracicabana e seus convidados em seus momentos de laser e cultura. Ali é realizada a Festa das Nações; Salão Internacional de Humor; Paixão de Cristo e um Festival de Música, realizado por uma emissora de TV regional. Atravesse a ponte pênsil que une as duas margens do rio e volte no tempo. Aproveite para ver e sentir a imponência do Rio Piracicaba e entenda a paixão que essa população tem por ele.


Piracicaba, lugar onde o peixe para, (ou a casa do peixe) não tem mais peixe com tanta fartura, as águas surradas pela poluição humana, perdeu esse grande atrativo. A despoluição da Bacia do Rio Piracicaba é uma luta constante dos governos e o rio parece respirar mais aliviado, mesmo com sua cor barrenta principalmente em tempos de chuva, é uma visão magnífica. Ao longe o Véu da Noiva, com suas águas brancas, forma um grande contraste.

E nesse pequeno trecho da Rua do Porto, rua histórica para a cidade, totalmente revitalizada, onde há o Parque da Rua do Porto, também tem o peixe no tambor. Escolha uma mesa na beira do rio e seu peixe e bom apetite. Sinta o prazer de ser um verdadeiro caipiracicabano.



Nota.: Meu pai era Piracicabano e meus avós foram criados em Piracicaba e eu por herança sou cidadão italiano e uma parte Piracicabano também. Tenho orgulho em saber que metade de minha família ainda vive lá, alguns no Negri, outros no "Banco" (hoje Santa Olímpia), Santana e o restante na cidade de Piracicaba, A "Noiva da Colina!


Texto de Luis Carlos Menezes Negri e fotos de Antonio Carlos Costa AC Costa), autorizada a divulgação pelo site www.cidadespaulistas.com.br e associados


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